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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Eleições 2012


Eleições 2012] Dr. Washington é reeleito com 48,01% dos votos

Em segundo lugar na disputa ficou a ex-prefeita, Inês Arruda, que obteve 28,31% dos votos válidos

O prefeito reeleito do município assistiu à missa na Igreja Matriz antes de ir ao seu local de votação na manhã de ontem FOTO: JOSÉ LEOMAR

O atual prefeito de Caucaia, Washington Góis (PRB) foi reeleito, após obter 48,01% dos votos. A candidata Inês Arruda (PMDB), com 28,31% dos votos, ficou em segundo lugar. Washington votou por volta das 9 horas, no Centro Educacional Luzardo Viana, no Centro. Antes disso, ele assistiu missa na Igreja Matriz de Caucaia e ainda visitou uma tia, junto com a primeira-dama Ester Júlia Gomes Góis.

Pela manhã, Inês Arruda votou na Escola Branca Carneiro de Mendonça, também no Centro, e o candidato do PSL, Naumi Amorim, que teve 21,38% dos votos, no Liceu do Parque Potira.

Na Escola Branca Carneiro de Mendonça, os corredores estreitos e a lotação da manhã atrapalharam o trânsito de alguns cadeirantes que foram até o local, como o fotógrafo Raimundo da Silva. "Mesmo estando assim e sendo difícil de passar, eu faço questão de vir votar", destaca.

Nessa mesma Escola, o interruptor da urna da seção 216 foi danificado no início da manhã. Porém, o problema foi resolvido rapidamente pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que trocou o equipamento sem dano para os votos que já tinham sido efetuados.

Já na Escola Municipal Maria Luiza do Vale Forte, no Carrapicho, zona rural de Caucaia, havia pessoas esperando há mais de meia hora, por volta das 12 horas, por conta de duas seções em uma mesma sala. Uma delas era a dona de casa Maria Gomes. "É um absurdo isso. Todos os anos é desse jeito", afirma.

A reportagem encontrou pessoas exibindo bandeiras de candidatos no interior da Escola Municipal 7 de Setembro, na Jurema, desrespeitando regras do Tribunal Superior Eleitoral.

Para o juiz da 37ª Zona Eleitoral José Coutinho Tomaz, a movimentação foi tranquila. "Registramos duas ocorrências, uma de transporte irregular, que já encaminhamos para a Polícia Federal, e a outra de uma pessoa que se passou por fiscal de urna, encaminhada para a Polícia Civil. Nos locais mais complicados, como o Cras Rubens Vaz, na Jurema, estamos pedindo o apoio do Ronda para nos ajudarem problemas que surgirem".

Boca de urna

Na Jurema, também em Caucaia, a Polícia Militar controlou um tumulto no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Rubens Vaz, ocorrido após a prisão da dona de casa Alexandra do Nascimento. Segundo o tenente PM Renan Luna, a mulher já havia sido advertida várias vezes de que não se podia anotar os números dos títulos de pessoas que estavam votando naquela seção.
Índios e presos vão às urnas

Membros de comunidade votaram na Escola Indígena Diferenciada Índios Tapeba FOTO: JOSÉ LEOMAR

Em Caucaia, segundo maior colégio eleitoral do Ceará, pela primeira vez os índios Tapeba puderam votar em uma das comunidades, na Escola Indígena Diferenciada Índios Tapeba, na Lagoa II, no Capuan. Além dos Tapeba, de Caucaia, outros 11 municípios também foram beneficiados com essa medida, resultado de parceria entre o TRE e a Fundação Nacional do Índio (Funai), firmada no ano passado.

"Essa é uma forma de facilitar a vida dos índios, que antes, muitas vezes, tinham que votar longe de suas casas", explica o coordenador da Funai da Região Nordeste II, Paulo Fernando.

Quem aproveitou a oportunidade foi a aposentada Raimunda Cruz do Nascimento, de 67 anos. Nas últimas eleições, ela teve que ir ao Capuan para cumprir o seu direito de voto.

História

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Ademar Mendes, lembrou que essa era uma reivindicação antiga. "Os índios, assim como os afro-brasileiros e os deficientes físicos, foram muito prejudicados durante toda a história do nosso País. Eles também devem ter como escolher o seu candidato, que não deve ser o menos ruim, mas o melhor entre os melhores".

Enquanto isso, no Centro de Privação Provisória de Liberdade (CPPL) de Caucaia, 37 presos com domicílio eleitoral naquele município escolheram seus candidatos. Para a titular da secretaria da Justiça, Mariana Lobo, essa é uma forma de garantir o direito do preso. "Os internos dessa unidade só perderam o direito de ir e vir, mas os outros direitos têm que ser assegurados, como o de voto", destaca.

A CPPL III e o Instituto Penal Feminino Desembargadora Auri Moura Costa, em Itaitinga e a Penitenciária Industrial Regional do Cariri, em Juazeiro do Norte, sediaram seções eleitorais, agregando 64 presidiários que aguardam julgamento e estão no seu domicílio eleitoral.

Diário do Nordeste

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